Fevereiro 2007


Elementos básicos da comunicação

 

Emissor (quem)

Receptor (para quem)

Mensagem (algo a transmitir)

Canal (forma como a mensagem é transmitida.) Ex. ar, papel, aparelho de telefone.

Código (linguagem, código morse, etc)

Referente (assunto geral da menssagem)

 

 

2) Faça um fluxograma que descreva as etapas para se trocar uma lâmpada queimada.

3) Refazer o fluxo do exercício 2, mas agora com teste se a nova lâmpada funciona (sim ou não). Em caso verdadeiro encerrar o fluxo, caso não funcione, repetir o processo com uma nova lâmpada.

4) Refazer o fluxo do exercício 3, mas além de testar a funcionalidade da nova lâmpada, caso não funcione, antes de pegar uma nova lâmpada, verifique se há novas lâmpadas disponíveis, continue tentando efetura a troca, caso não existam mais lâmpadas disponíveis, finalize o processo. (O professor pediu o uso de uma escada).

Tipos primitivos

Exercícios:

1 Identifique o tipo primitivo das informações abaixo:

a) Salário de 1 funcionário

Real.

b) Placa de 1 veículo.

Caracter.

c) Número de 1 telefone.

Inteiro.

d) Endereço de 1 aluno.

Caracter.

e) Número de filhos de 1 funcionário.

Inteiro.

f) Email de 1 professor.

Caracter.

g) 5 é diferente de 2+3.

Lógico.

h) 6 é maior que 4.

Lógico.

Tipos Primitivos

Para entender os tipos primitivos, devemos voltar a nossa atenção a um conceito muito importante: a informação.

Informação é a matéria prima que faz com que seja necessária a existência dos computadores, eles são capazes de manipular, e armazenar um grande volume de dados com alta performance, liberando o ser humano para outras tarefas nas quais seus conhecimentos são indispensáveis aproximando-nos da maneira pelo qual o computador manipula as informações, podemos dividi-las em 4 tipos primitivos:

 

Inteiro: toda e qualquer informação numérica que pertença ao conjunto dos números inteiros.

Exemplos:

a) Ele tem 15 irmãos.

b) A escada possui 8 degraus.

c) Meu vizinho comprou 2 carros novos.

Real: Toda e qualquer informação numérica que pertença ao conjunto dos números Reais.

Exemplos:

a) Ela tem  1,75 metros de altura.

b) Meu saldo bancário é de R$815,70.

Caracter: Toda e qualquer informação composta de um conjunto de caracteres alfa numéricos: números (0 até 9), alfabético (A…Z, a…z) e especiais (?,!,@,#,etc).

Exemplos:

a) Constava na prova “use somente caneta”.

b) O nome do vendedor é João da Silva.

c) O email da classe é as01c3@uniban.br

Lógico: Toda e qualquer informação que possa assumir apenas duas situações: verdadeiro/falso.

Exemplos:

a) A porta pode estar aberta ou fechada.

b) A lâmpada pode estar acesa ou apagada.

3 ª Geração de Computadores.

- 1958, Robert Noyce

-> Circuitos eletrônicos em substrato de silício.

-> CHIP ( Circuito Integrado CI )

-> Fairchild Semicondutor e Texas Instruments.

- 7 de abril de 1964 – IBM System /360

-> 2 milhões de operações por segundo.

4ª Geração de Computadores

- Integração de circuitos em larga escala.

-> 1971 – Kembak-1

-> Primeiro computador pessoal.

-> 256 bytes de memória.

-> Aparecimento do floppy drive.

- 1968 Intel foi fundada.

- 1969 – Intel lança processador 4004 com 2250transistores de 4 bits.

- 1971 – Intel 8008.

- 1974 – Intel 8080.

- 1975 – Zilog Incorporated – Z80.

- 1976 – APPLE I.

-> Steve Wozniak.

-> 1977 – APPLE II.

– 1980 – 8088, 16bits.

-> IBM PC. (Parceria com a M.S.)

- 1983 – IBM – PC-XT.

Super Computadores e a 5ª Geração.

- 1975 CRAY – 1 .

-> Seymour Cray, Cray.

-> MIPS – Milhões de Instruções.

-> Mega flops – milhões de operações em ponto flutuante por segundo. 10 a 6

-> Na década de 90 – Teraflops 10 a nona.

– 1985/86 – Cray – 2.

– 1990/91 – Cray – 3.

- Década de 90.

-> Big Blue.

Super computador e Mainframes.

- Mainframe -> Computador de grande porte, dedicado a grande volume de informações.

- Super computadores – alto grau de paralelismo.

- Super computadores – uso científico.

 

 

 

 

2ª Geração Eletrônica Transistorada

-> Inventado em 1945

- Bel Labs, por:

John Bardeen

Walter Battein

Willian Shackley

-> TX – 0 (Transistorized Experimental Computer) Feito no MIT.

- 1955 Primeiro Computador transistorado.

- 1961 – PDP-1 (Programmed Data Processor 1)

-> DEC (empresa que desenvolveu p PDP-1)

-> 4096 palavras de 18 bits.

-> clock 200 KHZ.

- 1961 – computador 1401.

-> IBM

-> Ler e escrever fitas.

-> 4096 palavras de 8 bits.

Intervalos:

a) {x ∈ R/ X ≥ a}


[a, +∞[

b) { x ∈ R/ x> a}

]a, +∞[

c) {x ∈ R/ X < a}

] -∞, a[

d) {x ∈ R/ X ≤ a}

] -∞, a]

e) {x ∈ R/a > X < b}

] a,b [

f) {x ∈ R/a ≤ X ≤ b}

[a,b]

g) {x ∈ R/a < X ≤ b}

]a.b]

h) {x ∈ R/a ≤ X < b}

[a,b[

Alguns conceitos: 

 ( -∞, +∞ ) = R

Bola aberta - colchete para fora ->  ] =

Bola fechada – colchete para dentro -> [ =

 Esquema de comunicação de Roman Jakobson

 

 

Texto:

CHALHUB, Samira. Funções da linguagem. São Paulo: Ática, 1989. Série Princípios. 2a edição, 1989.

 

 

O modelo do lingüista Roman Jakobson (1896-1982).

 

 

 

Fática

                                                            CANAL

                                                             Manter o canal

 

 

                         Emotiva                                            Poética                                               Conativa

                           EMISSOR                 MENSAGEM                       RECEPTOR

                              quem, eu                               como, a mensagem                             para quem, tu

 

 

Referencial

                                                            REFERENTE

o quê;  ele, ela

 

 

                                                            Metalingüística

                                                            CÓDIGO

                                                Reflete sobre o próprio código

 

 

 

 

            A intenção da mensagem determina sua função, ou a ênfase em cada um dos fatores que a compõem. P. 7: “Linguagens estruturam-se em função do fator para o qual estão inclinadas.”

 

            Não há mensagem que utilize somente uma função; a mensagem está centrada em uma delas, enquanto as outras funções são acessórias. Uma função da linguagem torna-se predominante, caracterizando a mensagem, enquanto as outras dialogam com ela, subsidiariamente.

           

           

As funções da linguagem

A linguagem sempre varia de acordo com a situação, assumindo funções que levam em consideração o que se quer transmitir e que efeitos se espera obter com o que se transmite.

Ao analisar qualquer texto, qualquer imagem, pode-se perceber que suas linguagens funcionam para atingir um objetivo. Não há comunicação neutra. Há sempre um contexto, uma necessidade, uma situação pessoal determinando o que se diz, por intermédio de um discurso que pode ser informativo, autoritário, apelativo ou poético.

Deste modo, pode-se falar em funções da linguagem. Analisar as funções da linguagem nos textos alheios ajuda-nos a descobrir os objetivos que direcionaram sua elaboração. Aplicá-las aos nossos ajuda-nos a planejar melhor sua comunicabilidade e eficiência.

As funções da linguagem organizam-se em torno de um emissor (quem fala), que envia uma mensagem (referente) a um receptor (quem recebe), usando um código, que flui através de um canal (suporte físico). As funções da linguagem são as seguintes:

ü Referencial ou denotativa: seu objetivo é traduzir a realidade (referente), informando com máximo de clareza possível. Nos textos científicos e em alguns jornalísticos predomina essa função.

Em 1665¸ Londres é assolada pela peste negra (peste bubônica) que dizimou grande parte de sua população, provocando a quase total paralisação da cidade e acarretando o fechamento de repartições públicas, colégios etc. Como conseqüências desta catástrofe, Newton retornou a sua cidade natal, refugiando-se na tranqüila fazenda de sua família, onde permaneceu durante dezoito meses, até que os males da peste fossem afastados, permitindo seu regresso a Cambridge.

Este período passado no ambiente sereno e calmo do campo foi, segundo as palavras do próprio Newton, o mais importante de sua vida. Entregando-se totalmente ao estudo e à meditação, quando tinha apenas 23 a 24 anos de idade, ele conseguiu, nesta época, realizar muitas descobertas, desenvolvendo as bases de praticamente toda a sua obra.

(Antônio Máximo e Beatriz Alvarenga. In. Curso de Física. São Paulo: Harbra, 1992. v. 1, p. 196.)

ü Emotiva ou expressiva: o objetivo é expressar emoções, sentimentos, estados de espíritos. O que importa é o emissor, daí o registro em primeira pessoa.

Estou tendo agora uma vertigem. Tenho um pouco de medo. A que me levará minha liberdade? O que é isto que estou te escrevendo? Isto me deixa solitária.

(Clarrice Lispector)

ü Conativa ou apelativa: o objetivo é convencer o receptor a ter determinado comportamento, através de uma ordem, uma invocação, uma exortação, uma súplica, etc. Os anúncios publicitários abusam dessa linguagem. Os discursos autoritários também.

O arauto proclamou:

Meu estimado povo. Que as bênçãos de Deus, senhor todo-onipotente, desçam sobre vocês. Visando combater os gastos desnecessários e luxo. Visando dar igualdade geral ao país, com objetivo de eliminar invejas, rancores, entre irmãos, o Governo, em acordo com as fábricas de calçados, determinou que a partir deste momento será fabricado para toda a nação um só tipo de sapato, masculino e feminino. Fechado, liso e encontrável apenas na discreta e tão bonita cor preta. (Ignácio de Loylola Brandão)

ü Fática: o objetivo é apenas estabelecer, manter ou prolongar o contato (através do canal) com o receptor: As expressões usadas nos cumprimentos, ao telefone e em outras situações apresentam este tipo de função.

— Como vai, Maria?

— Vou bem. E você?

— Você vai bem, Maria?

— Já disse que sim!

— Eu também. Está tão bonita!”

— Ah, bem, é que eu…

— Ah, é.

(Dalton Trevisan)

ü Metalingüística: o objetivo é o uso do código para explicar o próprio código. A língua, por exemplo, é um código; os sinais de trânsito são outro. O livro didático de Língua Portuguesa analisa mecanismos da linguagem usando a própria linguagem. É o que acontece com textos que interpretam outros textos, com dicionários, com poemas que falam da poesia, etc.

ü Poética: o objetivo é dar ênfase à elaboração da mensagem. O emissor constrói seu texto de maneira especial, realizando um trabalho de seleção e combinação de palavras, de idéias ou de imagens, de sons e/ ou de ritmos. Explora-se bastante a conotação.

Não sinto o espaço que encerro

Nem as linhas que projeto

Se me olho a um espelho, erro —

Não me acho no que projeto

(Mário de Sá-Carneiro)


As funções da linguagem não existem isoladas em cada texto. Embora uma delas acabe predominando, elas convivem, mesclam-se, entrecruzam-se o tempo todo, obtendo-se de suas combinações os mais diferentes efeitos. No último exemplo, temos a combinação das funções poética e emotiva. Numa propaganda, por exemplo, combinam-se a função referencial (nas informações sobre o produto), a fática (texto, disposição na página, ilustrações, etc) e conativa (nos elementos de persuasão: “não dá pra não anunciar”).

Identifique, nos textos abaixo, a variante linguística utilizada (culta, popular, regional, gíria..):

a) “Mainha, eles vieram me buscar e eu preciso me escafedê. Aqueles jagunço mataram tudo que era cabra…”

Resposta: Variante Regional.

b) “-Saquei. Você está pensando que nós dois, no meio do mato, pode pintar um lance. Mas qualé, xará! Não tem disso não. Está em falta. Oi gatona.”

Resposta: Variante gíria.

c) “O Capitão-General apareceu finalmente na sacada central do paço, e os olhos do povo e dos sobrados se voltaram para o palácio. O seu melhor uniforme, trespassado de bandas, coberto de dourados e veneras, reluzia.”

Resposta: Variante culta ou formal.

d) Me traz um copo d’água rapidinho que eu estou morrendo de sede. A gente correu muito para chegar aqui, o carro pifou lá perto da mercearia.”

Resposta: Variante popular ou informal.

e) “-Te deita no divã, thcê! – disse o analista de Bajé – Pra quê? – quis saber o paciente, desconfiado. – Oigalê bicho bem xucro – disse o analista com uma risada agradável, enquanto torcia o braço do outro e obrigava-o a se deitar.”

Resposta: Variante regional.

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